10 Brasileiras que marcaram o mundo do design, arquitetura e artes plásticas.

O mundo das artes, como a maioria das profissões, sempre foi dominado pelos homens. Artistas mulheres, mesmo talentosas, não tinham espaço.
Elas sofreram ataques violentos da sociedade. Por isso, muitas vezes se escondiam detrás de pseudônimos masculinos ou simplesmente deixavam de trabalhar.

Hojes as mulheres conquistam cada vez mais espaço, mas ainda temos um longo caminho até a igualdade.

Confira esta seleção de 10 nomes femininos que fizeram e fazem história na arquitetura, design e nas artes. Parabéns a todas as mulheres que contribuíram levando seu olhar a essas três áreas tão importantes para todos!

1. Adriana Varejão

Nascida no Rio de Janeiro, em 1964, a artista plástica brasileira é conhecida por suas obras que trazem o corpo como um elemento central e recorrente, representado em traços, curvas e dobras muitas vezes barrocas, com excessos e ornamentações, que mostram sua influência pelo período colonial brasileiro e botequins cariocas, assim como cultura européia e pontos da asiática.
Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, entre elas, na Bienal de São Paulo, Tate Modern em Londres e MoMa em Nova Iorque.

Galeria Adriana Varejão – Tacoa – Inhotim Minas Gerais

2. Rosa Grena Kliass

Rosa Grena Kliass, nascida em São Roque, é uma arquiteta-paisagista brasileira, considerada uma das mais importantes na história do Paisagismo brasileiro moderno e contemporâneo. Entre suas obras mais significativas estão a reforma do Vale do Anhangabaú e o projeto paisagístico do Parque da Juventude, ambos na cidade de São Paulo.

aeroporto de Brasília

3. Beatriz Milhazes

“(…) Pela primeira vez, estou pensando em voz alta que, no trabalho com a cor, faço uma ligação entre vida e pintura. O carnaval – uma festa popular brasileira frenética – sempre me estimulou com seu visual, atmosfera, loucura, beleza etc.” O trabalho da artista plástica Beatriz Milhazes, carioca nascida em 1960, tem a cor como elemento estrutural. Em meio a suas flores, arabescos e formas geométricas, ela monta um universo harmonioso e atraente.

4. Bea Feitler

Carioca e com uma carreira explosiva, rapidamente essa brasileira, vencida pelo câncer nos anos 80, conquistou um lugar no design gráfico mundial. Aos 25 anos, ela já era codiretora de arte da prestigiada revista de moda Harper’s Bazar, onde dirigiu por mais de uma década, ao lado de fotógrafos como Richard Avedon.

Não muito depois, ela se tornou uma das diretoras de arte mais influentes do cenário estrangeiro, principalmente nos Estados Unidos, onde sua carreira foi consolidada. Lá, produziu livros, cartazes e capas de discos icônicos da época, com personagens como Os Beatles e os Doces Bárbaros. Não é para qualquer um.

A primeira edição da revista Ms e a capa icônica de Lennon abraçando Yoko

5. Etel Carmona

Paulista, a designer de móveis Etel Carmona começou sua carreira na garagem de um sítio. O talento para marcenaria foi descoberto pelo designer Fúlvio Nanni, que decidiu comercializar móveis criados por Etel em sua loja, ainda na década de 1980.

Desde então, ela nunca mais parou de crescer e conquistar sucesso com sua produção artesanal de móveis com design bem brasileiro, sempre usando madeira nacional.

Etel comercializa suas peças no Brasil e em cidades-chave do design mundial, como Nova York, Zurique, Londres. E é uma das poucas brasileiras que pode se gabar de ter vendido móveis para o francês Philippe Stark.

6. Anna Anjos

Frevo

Desde pequena, a paulistana Anna Anjos teve contato com o desenho. Seu pai, como ilustrador autodidata, a fez interessar-se cada vez mais pelo lápis e pincéis. Decidiu seguir carreira de ilustradora, ganhar a vida com o que sempre a ganhou. E hoje, um rabisco lá outro cá, vai imprimindo suas idéias no papel para depois saltarem às vitrines, tecidos, campanhas. Sua criatividade toca alguns importantes mercados como o publicitário, editorial e de moda, com muita autenticidade e diversão. Sua linguagem artística é muito característica. Possui um tom marcante, porém suave, doce, quase pueril.

7. Nina Pandolfo

Nascida no interior de São Paulo, Nina é a filha mais nova de cinco irmãs. Com um trabalho que tem traços suaves e de personalidade, ela leva ao grafite (ainda que não goste de se declarar grafiteira) um olhar feminino, que apresenta suas meninas, gatos e vagalumes rodeados de cor e sensibilidade.

Grafite de Nina Pandolfo

8. Tarsila do Amaral

Foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886. Foi morar por um tempo na Europa e no final da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros deveriam conhecer bem a arte europeia, porém deveriam criar uma estética brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.

Com muitas cores e traços únicos, ela retratou a realidade brasileira de forma crítica e deu importância a expressão popular, tendo sua arte como um caldeirão que soube misturar influências do mundo com o Brasil, assim como nossa cultura como um todo.

Tela- O Pescador

9. Lina Bo Bardi

A italiana Achillina Bo Bardi nasceu em 1914 e até 1992 produziu o máximo que pôde. Em seu país de origem, se graduou e realizou alguns trabalhos. Mas foi no Brasil que Lina encontrou seu lugar ao sol. Naturalizada brasileira em 1951, aqui ela exerceu a maior parte de sua vida profissional. Desenvolveu uma série de projetos que abrangiam as mais diferentes tipologias. Elaborou um plano de recuperação do Centro Histórico de Salvador e outras propostas urbanísticas para bairros de São Paulo. Trabalhou ainda com projetos de edifícios, sendo o MASP (Museu de Arte de São Paulo) e o SESC Pompéia os mais conhecidos. Lina explorou ainda outros campos além da arquitetura e urbanismo, foi também designe e curadora.

Ela enfrentou uma série de dificuldades por ser mulher e estrangeira numa época de machismo e nacionalismo. Passou anos no ostracismo na Itália e deixou diversas obras construídas no Brasil, todas ícones do modernismo.

Pavilhão Sesc Pompeia

10. Tomie Ohtake

Ativa até seus 101 anos, a artista plástica que faleceu em 2015, marcou o cenário nacional por sua carreira consagrada e pelo estilo ímpar de enfrentar a obra e a vida, nas quais força e suavidade têm o mesmo significado. A fama conquistada, desde a década de 1960, nunca modificou o desafio a que se propôs: o eterno reinventar.

A japonesa que veio para o Brasil depois dos 20 anos, começou a pintar “tarde”, aos seus 40 anos e mostrou que talento não tem idade, se consagrando como poucos artistas contemporâneos. Naturalizada brasileira, ela fez importantes esculturas, principalmente em São Paulo, sempre com suas formas geométricas e tamanhos surpreendentes que embelezam a cidade e nos lembram da importância da arte no dia a dia.

Monumento do Emissário Submarino – Santos

 

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